Começo este post com a mesma imagem que comecei, há três anos, a minha vida Universitária. Na verdade, tenho vindo a adiar este post. Adiei-o desde o segundo semestre do primeiro ano porque nunca me senti preparada a falar do semestre anterior. Para mim, estava acabado, não valia a pena falar dele. Mas desta vez, este título (e, por consequência, este post) tem duplo significado.
Hátrês anos (mais coisa menos coisa) entrei para Biologia Aplicada na UMinho (esqueçamo-nos do tempo antes disso). E mesmo assim não era o curso que queria. O que eu queria seguir era Bioquímica, não sabia eu o quão iria adorar este curso. Mas fiquei.
Mesmo tendo passado um primeiro ano estranho, em todos os níveis. Mesmo que o meu primeiro ano tenha sido o pior ano da minha licenciatura e não foi por causa das disciplinas, mas sim por assuntos que me afetaram pessoalmente. Mesmo que, ao longo deste tempo todo, muitos me tenham dito para desistir ou para seguir outra área, fiquei neste curso.
Estes últimos dois semestres foram também estranhos. Quase não tive aulas práticas e as que tive, mal pareciam ser aulas. Foi estranho, mas sobrevivi! Fiz melhorias e, por isso, ausentei-me propositadamente do Blog. Das três que fiz, consegui 2. Tentei, contudo, voltar aqui, dizer-vos como tinha sido o primeiro semestre. Mas não o fiz, pois poucas horas depois da última melhoria, recebi a lista de propostas de Projetos finais de Licenciatura. Não queria, mas ao mesmo tempo queria.
Não queria aceitar que era verdade, que estava a acabar o curso, mesmo que aos poucos já o começasse a aceitar devido aos pequenos sinais como as notas finais das últimas disciplinas e a adição das disciplinas de opção na plataforma. Não queria porque tinha medo do que pudesse vir a acontecer, de não ter média suficiente para entrar num mestrado que me interessasse.
A verdade é que estava preparada. E ainda hoje não me sinto preparada. Nunca estive preparada para aceitar o facto de que tudo tem um fim. Não estou preparada para o facto de, mais uma vez, ter que sair da minha zona de conforto e ter que me "obrigar" a falar com pessoas novas, ter que conhecer novos possíveis futuros "aliados". Não quero aceitar o facto de que para o ano poderei estar em mestrado e muito menos quero aceitar o facto de ter que escolher um, tal como tive que escolher um tema de projeto. Ao mesmo tempo, queria que tudo acabasse para que finalmente possa demonstrar aquilo porque tanto tenho lutado. Para que finalmente eu cumpra os meus objetivos.
Acabei por terminar a Licenciatura no início do mês, frustrada. Passo a explicar: a minha média final é 13,944. Não é grande coisa, arredonda para 14, no certificado. Mas no mestrado... Não arredonda. Espero, sinceramente, que aqueles 0,056 valores não ditem se fico ou não de fora de algum mestrado, tal como fiquei na primeira fase. Sim, já tinha concorrido ao mestrado no fim de maio, recebi a resposta dia 18 de junho e não entrei no que queria. Talvez até nem tenha sido da média, mas sim da grande quantidade de pessoas que se candidataram ao mesmo mestrado, mas não entrei. Senti que a história se estava a repetir: não entrar no que mais queria. Por isso, candidatei-me na segunda fase a quatro mestrados: todos eles fora da minha zona. Não se se vou entrar nalgum, mas dia 22 irei descobrir.
Então? E porque é que não vim antes ao blog, mesmo tendo terminado a Licenciatura no início do mês?
A resposta a essa pergunta fica para um próximo post. Tal como a história da Imposição de Insígnias, a história completa do Projeto, entre outras histórias.
Este foi o meu último ano, último semestre, as últimas decisões. Esta, foi a razão para me ter ausentado durante tanto tempo.
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